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Guia ITGC

Controles ITGC — os 4 domínios que auditores verificam no ERP

IT General Controls (ITGC) são os controles de TI que sustentam a confiabilidade de toda a informação financeira processada no ERP. Sem ITGC sólidos, auditores não conseguem confiar em nenhum relatório gerado pelo sistema — independente de como a contabilidade foi lançada.

Por Anderson Chipak · ALC Consultoria · Atualizado abr/2026

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Controle de Acesso Lógico

ITGC-AC · Maior volume de achados em auditoria

Controles que governam quem pode acessar o ERP, com quais permissões e se essas permissões são revisadas periodicamente. É o domínio com maior volume de achados em auditorias SOX no Brasil — porque a maioria das empresas provisiona acesso mas nunca revisa.

O que auditores verificam

› Processo formal de concessão e revogação de acessos

› Revisão periódica de perfis (ao menos semestral)

› Ausência de usuários genéricos ou compartilhados

› Mapeamento e monitoramento de conflitos de SoD

› Revogação imediata de ex-funcionários

Evidências esperadas

› Formulários de solicitação de acesso aprovados

› Relatório de revisão de acessos assinado

› Matriz de segregação de funções (SoD)

› Log de desativação de conta pós-desligamento

› Política de senha com complexity rules

Falha mais comum

Usuários com acesso acumulado ao longo de anos, sem nenhuma revisão formal. Auditores solicitam lista de usuários ativos e cruzam com RH — o delta (ex-funcionários com acesso ativo) é achado imediato.

Caso real

Em auditoria Oracle ERP no setor de educação, encontramos 47 usuários ativos de ex-funcionários — incluindo 3 com perfil de aprovação de pagamentos. Nenhum tinha acessado o sistema, mas a ausência do controle gerou achado Crítico que travou a auditoria EY por 3 semanas.

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Gestão de Mudanças

ITGC-CM · Segundo maior volume de achados

Controles que garantem que qualquer alteração no ERP — parametrização, código, relatório, interface — passe por aprovação documentada, seja testada fora de produção e tenha rastreabilidade completa. Sem esse domínio, auditores não conseguem garantir que o sistema não foi alterado entre os períodos auditados.

O que auditores verificam

› Processo documentado de request de mudança

› Aprovação formal antes de ir para produção

› Ambiente de dev/teste separado de produção

› Log de mudanças em produção (quem/quando/o quê)

› Processo para mudanças de emergência

Evidências esperadas

› Tickets de change request aprovados

› Evidência de teste em ambiente não-produtivo

› Aprovação da área de negócio pré-deploy

› Log do sistema de controle de versões

› Política de gestão de mudanças homologada

Falha mais comum

Mudanças de emergência sem processo formal — equipe faz direto em produção e "documenta depois". Auditores pedem os tickets do período e comparam com os logs de sistema. Quando não batem, é achado.

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Operações de TI

ITGC-OPS · Monitoramento, incidentes e continuidade

Controles que garantem que o ERP opera de forma confiável e previsível — jobs críticos monitorados, incidentes tratados formalmente, capacidade gerenciada e continuidade planejada. Auditores verificam se a operação é controlada ou reativa.

O que auditores verificam

› Monitoramento de jobs críticos (fechamento, fiscal)

› Processo formal de gestão de incidentes

› Gerenciamento de patches e atualizações

› Plano de continuidade com RTO/RPO definidos

› Monitoramento de capacidade e performance

Evidências esperadas

› Relatórios de monitoramento de jobs (alertas, falhas)

› Tickets de incidente com análise de causa raiz

› Registro de patches aplicados com aprovação

› BCP/DRP documentado e testado

› SLA de disponibilidade contratado e monitorado

Falha mais comum

Jobs críticos de fechamento contábil sem monitoramento automatizado — equipe só descobre falha quando área financeira reporta que o relatório está errado. Auditores pedem logs de execução do período e encontram falhas silenciosas não tratadas.

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Backup e Recuperação

ITGC-BU · O que mais falha em teste real

Controles que garantem que os dados do ERP podem ser recuperados em caso de falha. Auditores não aceitam "fazemos backup todo dia" como resposta — exigem política documentada, RPO/RTO definidos e evidência de teste de restore bem-sucedido.

O que auditores verificam

› Política de backup documentada e homologada

› RPO e RTO definidos formalmente

› Testes de restauração executados ao menos anuais

› Cópias em localização física separada ou cloud

› Monitoramento de integridade dos backups

Evidências esperadas

› Política de backup com frequência, retenção, responsável

› Log de execução de backup com status

› Relatório de teste de restore assinado

› Confirmação de offsite/cloud com criptografia

› Alerta de falha de backup configurado

Falha mais comum

Empresa faz backup diário mas nunca testou o restore. Auditores pedem evidência do último teste de recuperação — a equipe não tem nenhuma. Achado garantido, e o risco real é alto: backups corruptos são comuns e só se descobrem quando mais precisam.

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Os 4 domínios

1

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2

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3

Operações de TI

4

Backup e Recuperação

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Por Anderson Chipak — auditor de sistemas críticos · ALC